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Tradições dos Chás – China (Parte 2)

Conforme contamos na primeira parte desta “viagem” sobre as tradições dos chás na China, este é o país onde a bebida foi descoberta e acredita-se que isso aconteceu no ano de 2737, através do imperador Shen Nong, que descansava sob uma árvore de chá e percebeu o aroma das folhas que haviam caído em uma chaleira com água fervente.

No entanto, o cultivo começou por volta de 420 d.c., de uma forma bastante interessante. Consta que os monges zen-budistas da China usavam as folhas de chá para manter o foco durante as meditações. A partir disso, eles iniciaram o cultivo ao redor dos mosteiros e, com o passar do tempo, os agricultores aprenderam a plantar e processar o chá, tornando a bebida parte do cotidiano.

Além de ser o país pioneiro no cultivo e produção da planta do chá, e possibilitar a expansão do hábito de beber chá para todos os outros países do mundo, a cultura chinesa funde-se com o ideal oriental de mais sabedoria, auto-conhecimento e qualidade de vida.

Unsplash – Buda

Deste modo, os chineses idealizaram o ritual do chá chamado Gongfu Cha

Assim como no Japão, esta cerimônia foi criada para celebrar o processamento do chá mas, principalmente, reconhecer o valor de se preparar a bebida com tempo e atenção aos detalhes. Tudo faz parte do ideal de concentração e presença.

No ritual Gongfu Cha Chinês são utilizados diversos acessórios, além de seguir etapas muito bem definidas, tornando a experiência de servir chá admirável, levando os participantes a um processo de meditação ativa. O ritual é normalmente realizado por mulheres bastante habilidosas, com movimentos ritmados das mãos, desde o preparo até o momento de servir.

O chá utilizado costuma ser o Oolong Tie Guan Yin (deusa da misericórdia) ou outros chás de alta qualidade.

Entre os diversos e belos acessórios, destacamos dois que são muito interessantes:

  • Chaleira de argila Yixing: uma chaleira não esmaltada, feita com argila de Yixing, na província de Jiangsu, e recomenda-se utilizá-la para um único tipo de chá, pois ela absorve sabores;
  • Amuleto (chamado também de tea pet): uma pequena estátua, com formato de animal ou criatura mítica, que muda de cor quando a água quente é jogada sobre ele. Acredita-se que traga boa sorte para a cerimônia do chá.

A cerimônia e a cultura chinesa trazem para o convívio diário a oportunidade de viver de forma mais filosófica, reflexiva. A origem no budismo sem dúvida contribuiu muito para isso.

Outras curiosidades

Além da cerimônia, uma outra peculiaridade na China são as inúmeras casas de chá, todas elas com foco realmente na bebida. Estes locais são um dos preferidos para realizar encontros entre amigos ou reuniões de todos os tipos.

Na China não existe um horário específico para tomar chá. Eles consomem a qualquer momento, desde o café da manhã até a janta.

O chá mais consumido é o chá-verde, seguido do wulong (oolong), pu-ehr e posteriormente, chá-branco e chá-preto.

O acesso aos chás chineses pelo Brasil ocorreu por volta do ano de 1810, quando Dom João VI trouxe cerca de 500 chineses de Macau, para iniciar o plantio e produção do chá da Caméllia Sinensis no país. A iniciativa não foi exatamente o que se esperava em termos comerciais, mas sem dúvida estreitou o relacionamento entre os dois países.

A China, um país de hábitos diversos e muitas vezes tão diferentes dos nossos, foram, sem dúvida, de grande contribuição para vivermos com mais saúde e sabedoria.

Está aí a Camellia Sinensis para provar!

Fonte: O livro do Chá – Linda Gaylard, Publifolha

Site: www.ibrachina.com.br

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