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Chá da tarde inglês: o hábito que popularizou a bebida

O chá é uma bebida com mais de 5.000 anos de existência e, deste modo, carrega consigo uma grande bagagem histórica, de importância política, econômica e social.

Apesar de associarmos o hábito de tomar chá à Inglaterra, este foi um dos últimos países da Europa a ter contato com a planta. Inicialmente, os chás chegaram até a Europa pela Holanda, devido a um acordo de monopólio feito entre a Holanda e a China, tornando a bebida bastante tradicional neste país.

Anos depois, em meados de 1600, o chá se popularizou na Inglaterra, através da rainha Catarina Henriqueta de Bragança, uma portuguesa que ao se casar com o Rei inglês Charles II, mudou-se para a Inglaterra, levando com ela um baú carregado de chás de qualidade, acessórios (porcelanas) e todo o conhecimento sobre o modo de preparo.

Além disso, o Rei Charles II, apesar de ser inglês, foi criado na Holanda e era um habitual apreciador dos chás. Catarina tornou-se uma mulher muito importante: Rainha da Inglaterra, Escócia e Irlanda.

Juntos eles fortaleceram a cultura do chá na Inglaterra, e foram seguidos pelos nobres da época, que se encantaram com a bebida, louças e, claro, precisavam seguir os hábitos da realeza para afirmarem sua importância. Podemos dizer que, na linguagem atual, o rei e a rainha eram verdadeiros “influencers”!

Nesta época, os chás eram bastante caros, devido a não ter produção na Inglaterra, as aquisições eram feitas com altos impostos e os chás Indianos ainda não estavam disponíveis. Símbolo da alta classe, eram consumidos moderadamente apenas pelos ricos.

Com o passar dos anos e, após a Inglaterra ter firmado um acordo com a Índia para a produção dos chás, estes tornaram-se mais acessíveis e populares nas classes mais baixas.

No período da revolução industrial inclusive, os operários consumiam muito chá para manterem-se aquecidos e despertos em suas longas jornadas de trabalho.

Mas voltando aos aristocratas da época, foi somente em 1840, quando a iluminação a gás foi introduzida aos lares britânicos, que o chá da tarde virou um hábito tão famoso quanto a própria bebida. Desta vez, a duquesa de Bedford, Anna Maria Russel, uma mulher também muito influente que alegava ter fome no final da tarde, começou a consumir xícaras de chás, mais precisamente entre 16 e 17 horas, acompanhadas de pequenos lanches como bolos, pães, entre outros, para poder se manter satisfeita até o horário da janta.

A duquesa começou a convidar amigas para este momento, tornando-o um encontro social para discussão de temas importantes na época e novamente influenciou as grandes personalidades a repetirem o mesmo costume.

Os chás preferidos para estes encontros eram o chá preto, verde e alguns blends clássicos, entre eles o famoso Earl Grey.

O chá das cinco, que muitas vezes era as quatro, atualmente não segue regras: podemos tomar sempre que der vontade!

E viva a democratização dos chás!

Fonte:

  • Livro “O livro do Chá” de Linda Gaylard,
  • Matéria BBC News
  • Material didático do curso de Especialista em Chá, Escola Embahú
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