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A magia das plantas

Recentemente, falamos aqui no blog sobre a origem da utilização das ervas e plantas medicinais como fonte de cura para diversos males da saúde. Mas há um outro tipo de relação com estas plantas, ligado à espiritualidade e ao ritualístico, tão essenciais quanto o uso para cura física.

Trata-se do uso das ervas e plantas, iniciado na Europa no período medieval, para acompanhar rituais que visam estabelecer o contato entre o humano e o divino, a relação com as forças da natureza e, em alguns casos, para possibilitar a ampliação da consciência.

Elementos para rituais: livro, plantas e chá

Estes mesmos rituais sempre estiveram presentes também na cultura indígena brasileira, onde os pajés são os principais conhecedores das funções de cada planta e conduzem cerimônias com as mais variadas intenções, em sua maioria, permeadas pelo interesse em acessar o divino, o espiritual.

Mas de volta à idade média, vale lembrar que as mulheres eram protagonistas no uso das ervas e plantas, sendo classificadas como curandeiras ou até mesmo bruxas, consideradas pela igreja como detentoras de práticas pagãs.

A sociedade medieval tinha um grande referencial sagrado, fenômeno típico das sociedades agrárias, extremamente ligadas à natureza.

Naquele tempo, considerava-se que todas as situações da vida que não tinham uma explicação, fossem geradas por forças da natureza, que eram desconhecidas e incontroláveis e, portanto, eram importantes eventos a serem manipulados pelos sábios conhecedores das plantas.

As mulheres e homens que manuseavam as plantas eram considerados dominadores de conhecimentos mágicos. A eles era possível atuar sobre os segredos da vida e, portanto, podiam ajudar muitas pessoas, com perturbações como medo, tristeza e até mesmo, preparar as lendárias “poções do amor” para aqueles que procuravam conquistar alguém.

Sabedoria das plantas

No Brasil não foi diferente e houve inclusive a troca de ervas e plantas com os europeus, quando estes aqui chegaram. É compreensível que os índios e os povos ligados à natureza encontrem nela os elementos necessários para lidar sabiamente com todas as necessidades de seu povo.

Apesar desta cultura de cura e magia sobreviver até hoje, podemos considerar que houve uma adequação aos tempos atuais.

Se antes a principal intenção no uso das plantas era conduzir as situações que cercavam o dia a dia das pessoas, hoje, elas permeiam a busca pelo autoconhecimento, autocuidado, por encontrar a própria natureza, a relação consigo mesmo e com o próximo.

Ao preparar uma xícara de chá com plena consciência, reproduzimos instintivamente um hábito ancestral, de cuidar do interior e do exterior, de nós e do outro.

Afinal quem nunca se sentiu bem e inspirado após tomar um delicioso chá de ervas?

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