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Chás e Infusões

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A eterna aura curadora dos chás

Após fazer uma belíssima “viagem” pela rota da Camellia Sinensis, a planta oficial do chá (confira os posts anteriores), vamos compartilhar agora algumas curiosidades e informações sobre o hábito de consumir os tradicionais chás de ervas ou outros ingredientes, como flores e frutas.

A relação do homem com a natureza sempre existiu, aliás, era o ponto central da sobrevivência humana, diferente dos dias atuais onde muitos recorrem ao consumo de produtos industrializados.

Nesta relação, o uso de plantas sempre foi uma das principais vias de contato com a natureza, seja como alimento ou como fonte de tratamento medicinal e até mesmo em  processos ritualísticos.

Ervas e raízes medicinais

Além do caráter social atribuído ao consumo de chá, a forte tendência de vincular as infusões aos benefícios fitoterápicos das plantas vêm dos povos antigos, ou seja, desde cerca de 4.000 anos a.c., especialmente na Europa (um dos continentes mais antigos), com destaque aos povos então chamados germano e do Império Romano. Com a evolução da organização por classes e estados, destacam-se geograficamente nestes locais os atuais países como Alemanha, França, Itália e Portugal, além de outros países como Grécia e Egito, sendo este último o responsável por um dos herbários mais antigos do mundo.

Posterior a este período, a era Cristã também deu importante contribuição ao conhecimento sobre o uso das plantas. Plínio, o Velho, em sua obra “História Natural” escreveu sobre as plantas medicinais em oito dos trinta e sete volumes da obra.

As plantas medicinais são destaque no costume de preparar “chás” (infusões), atribuídos a algo que se queira tratar ou ainda, proporcionar melhor qualidade de vida. Uma curiosidade interessante: os chás que não derivam da Camellia Sinensis são chamados de “chá de…” ou seja, “chá de camomila” ou “chá de capim-santo” e assim por diante. Lembrando que tecnicamente estes chás são na realidade, infusões.

Chá e natureza

Na antiguidade, antes mesmo da idade média, a medicina era pouquíssimo desenvolvida e em virtude das condições precárias da época, os povos buscavam nas florestas as plantas que melhor beneficiassem o organismo.

No Brasil, as plantas sempre foram utilizadas pelos índios em curas e rituais, mais precisamente pelos pajés e com a chegada dos colonizadores europeus, houve um verdadeiro “intercâmbio” de informações e experiências, que ampliaram o conhecimento sobre o uso das diversas ervas e outras plantas.

Portanto, para toda dor ou mal-estar, as mais variadas plantas poderiam ser utilizadas de diversas formas: cataplasma, chás por infusão, chás por decocção ou cozimento, chás por maceração, inalação e xarope.

Chá de flores e ervas

Afinal, ricas em benefícios, as plantas possuem diversos princípios ativos, bem como nutrientes e minerais, entre eles, destacam-se: 

Bioflavonóides (anti-inflamatório);

Cumarinas (estimulam as enzimas anticâncer);

Flavonóides (propriedades antioxidantes);

Óleos essenciais (analgésicos, antiviróticos, cicatrizantes, expectorantes e desinfetantes);

Proteínas (beneficiam a formação da estrutura muscular);

Vitaminas e diversos sais minerais, fundamentais para o pleno funcionamento do organismo.

É inegável, portanto, a importância e a força deste hábito secular, passado de geração em geração, através da cultura de muitos povos, que sobrevive até hoje, mesmo com a medicina tão avançada.

Através deste hábito, podemos nos lembrar: somos a própria natureza e não somente parte dela. Os chás, portanto, são um caminho para a conexão com o nosso melhor.

E para você, o que são os chás?

Fonte: Produção de texto baseado em dados extraídos dos estudos: “Histórico da utilização de plantas medicinais”, elaborado por Carla de Morais Braga, Brasília – 2011 e Plantas mágicas no medievo: mulheres, magia e igreja, elaborado por Valentino Sterza, João Pessoa – 2019

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